27 novembro 2009

INDICADORES DEMOGRÁFICOS

Nos 8ºanos tem-se vindo a falar dos vários indicadores demográficos, para compreender melhor a evolução da população:

Natalidade: número de indivíduos que nascem numa população durante um determinado período de tempo, geralmente um ano

Fecundidade: número médio de filhos por mulher em idade fértil (15 aos 49 anos).

Mortalidade: é o número de indivíduos de uma população que morre durante um dado período de tempo.

Mortalidade infantil: número de óbitos ocorridos em crianças com menos de um ano de idade, durante um dado período de tempo

Esperança média de vida: é o número médio de anos que, à nascença, uma pessoa tem probabilidade de viver.


Os alunos observaram imagens/diálogos que os levaram a chegar aos factores explicativos do comportamento da população nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. Aqui ficam dois exemplos:



Países desenvolvidos

Taxas de Natalidade e Fecundidade baixas:
• Integração da mulher na vida activa; menor disponibilidade para a maternidade
• Elevados custos com a educação das crianças
• Aceitação e uso generalizado de meios contraceptivos
• Casamento e procriação a uma idade cada vez mais avançada
• Baixo número médio de filhos por mulher


Mais dois exemplos:



Taxas de Mortalidade baixa e elevada Esperança de Vida:
• Sistema de saúde eficaz e abrangente
• Valorização da vida humana e leis de protecção laboral
• Condições de higiene e alimentação de qualidade

• Crescimento Natural reduzido, mesmo negativo em alguns países
• Índice de Fecundidade inferior a 2,1, pondo em risco a renovação de gerações




Países em desenvolvimento

Taxas de Natalidade e Fecundidade elevadas:
• Grande parte das mulheres é doméstica; maior disponibilidade para a maternidade
• Elevado número de nascimentos como forma de compensar a elevada mortalidade, tanto infantil como juvenil
• Os filhos são uma fonte de rendimento para as famílias (trabalho infantil)
• Uso reduzido de métodos contraceptivos, devido a falta de informação ou preconceito cultural


Taxas de Mortalidade elevadas e pequena Esperança de Vida:
• Carências na assistência médica à generalidade da população
• Deficientes condições de higiene
• Carências alimentares

• Crescimento Natural elevado, embora se registe um abrandamento global
• Índice de Fecundidade bastante acima do valor necessário para a renovação de gerações



Outras informações:

• Planeamento familiar, principais objectivos: promover comportamentos saudáveis face à sexualidade; informar e aconselhar sobre a saúde sexual e reprodutiva; reduzir a incidência das infecções de transmissão sexual e as suas consequências, nomeadamente a infertilidade; reduzir a mortalidade materna, perinatal e infantil; permitir que o casal decida quantos filhos quer, se os quer e quando os quer, ou seja, planear a sua família; preparar e promover uma maternidade e paternidade responsável; melhorar a saúde e o bem-estar da família.
O direito ao planeamento familiar está garantido pela Constituição da República Portuguesa, pela Lei nº 3/84 e foi reforçado pela Lei nº 120/99.
O serviço de planeamento familiar é assegurado pelos Centros de Saúde, Gabinetes de Apoio a Jovens, Delegações Regionais de Saúde.

• As mulheres no Níger lideram mundialmente a taxa de fecundidade, com uma média de oito filhos. Nos países da Ásia Central e do Sul a taxa de fecundidade atinge os 3,2. O aumento populacional em África e parte da Ásia contribui para o crescimento populacional a nível global. Na Europa, a taxa de fecundidade decaiu de tal forma, que se prevê que este continente venha a ser a região do planeta com menos população quando se atingir ao ano 2050.


• Em quase todos os lugares do Mundo, a esperança média de vida das mulheres é superior à dos homens, por razões genéticas, socioculturais e comportamentais: as mulheres consomem menos álcool e tabaco regularmente, têm menos acidentes de trabalho e de viação, têm menos ocorrências de doenças cardiovasculares...

18 novembro 2009

PELA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

“Para que se escute o clamor de milhões de pessoas no mundo que querem a paz, o fim das guerras e de todas as formas de violência.” “Convocamos pessoas, organizações, instituições, colectivos, grupos, partidos políticos e empresas, para que adiram e apoiem esta grande Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.” www.marchamundial.org
No dia 10 de Novembro a Inês de Castro participou na “Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência”.

Durante a semana estiveram disponíveis na Biblioteca várias obras que abordavam o tema violência e respeito pelos direitos humanos:



Os alunos elaboraram mensagens e desenhos alusivos à Paz:




No dia 10, num acto simbólico, foram lançados balões brancos com bonitas mensagens:
A minha direcção de turma, também, deixou importantes apelos à Não-Violência: Pela Paz e pela Não-Violência devemos fazer algo para a nossa espécie podermos salvar Cristiana

Diz não à violência A Paz vai triunfar Com amor e alegria Contra ela vamos ganhar Daniel Fonseca À Paz e ao amor A tudo o que há de bem Espalha a paz por todos E serás feliz também. A violência… Há muito que falar Mas não queiras saber Podes-te magoar. Pensem na Paz Como a melhor A violência reduzida Muita Paz e muito amor. David A Paz é como o amor E deve ser distribuída Quanto mais melhor. Diogo



14 novembro 2009

A MINHA ALUNA...


… a Patrícia do 8ºA (direcção de turma) está de parabéns, pois ficou em primeiro lugar (dos alunos do 8º ano) no Concurso “Marcadores de Livros”… a frase obrigatória “A ler e a estudar na Biblioteca Escolar, o Mundo vamos mudar”… um criativo trabalho:





11 novembro 2009

DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

Em 2006, o nosso planeta contabilizava mais de 6 600 mil milhões de habitantes. A Ásia é o continente com mais população absoluta (3 921 milhões de habitantes). Cerca de 80% da população mundial vive no hemisfério norte.

Portugal apresenta uma população absoluta de 10 569 592 habitantes (estimativa de 2005). Para estudar os comportamentos da população recorre-se à demografia. Os demógrafos contabilizam a população total, o número de nascimentos e óbitos, e procuram causas que permitam identificar os factores que influenciam na variação e distribuição da população.

A forma mais directa de conhecer o número de pessoas de um determinado país ou região é através de contagens, a que se dá o nome de Recenseamentos ou Censos.

Só em 1853, no Congresso Internacional de Bruxelas, na Bélgica, se procedeu à normalização internacional dos recenseamentos e se estipulou a sua realização de 10 em 10 anos, para permitir uma melhor comparação de informação estatística entre os países e regiões. O Instituto Nacional de Estatística (INE) é o organismo português responsável pela realização dos Censos. Em Portugal o primeiro recenseamento realizou-se em 1864 e o último em 2001.

Os alunos do 8º ano aprenderam, também, que para termos uma ideia mais correcta da forma como se distribui a população pela Terra, é necessário relacionar a população com o território que ela ocupa, ou seja,­ a densidade populacional. A densidade populacional calcula-se dividindo o total população pela área que ocupa. O resultado desta divisão é expresso em habitantes por unidade de superfície, geralmente km2 (hab./km2).

08 novembro 2009

TURISMO

“Viajar é correr o Mundo…
Conhecer e descobrir
Inventar e duvidar
Sabendo cada vez mais
Sem nunca pensar que basta
O Mundo que se conhece.”
Alves Redol, “Viajar”


O turismo é um sector muito importante do terciário, correspondendo, segundo a Organização Mundial de Turismo, à deslocação para fora do local de residência por razões não económicas (exercer actividade remunerada), mas de lazer, negócios, religiosa, …, por um período superior a 24 horas e inferior a 1 ano consecutivo.


Tipos de turismo:
O turismo apresenta muitas subdivisões:

Turismo balnear: o turismo de massas por excelência, pois é grande a apetência pelo usufruto da praia e do mar. Muitos países em desenvolvimento, como Cuba, México, Indonésia, Tailândia beneficiam desta preferência mundial.

Turismo em Espaço Rural: uma tendência nova que vem potenciar o espaço rural, submetido a um despovoamento constante. As diferentes variedades de turismo em espaço rural (turismo rural, turismo de habitação, por exemplo) permitem às populações rurais obterem rendimentos extra, contribuindo para a fixação das populações e preservação do património histórico-cultural. Proporciona uma vivência no meio rural, quer em antigos solares e palácios quer em casas tradicionais, muitas vezes com participação em trabalhos agrícolas.

Ecoturismo: turismo que procura explorar a Natureza, frequentemente no seu estado mais selvagem, e que pode ter uma componente de aventura. Procura-se um compromisso entre o turismo e a preservação do ambiente, promove o contacto directo com a natureza, nos parques e reservas naturais e noutras áreas pouco humanizadas, actividade que inclui passeios pedestres em parques naturais e áreas protegidas, a observação de paisagem e de animais,...

Turismo histórico-cultural: relacionado com actividades culturais, gastronómicas, etnográficas, históricas e com o património histórico-cultural, muito característico das cidades que possuem património arquitectónico e museus importantes, onde se desenrolam eventos culturais (festivais de cinema, teatro ou ópera).

Turismo de montanha: associado à neve e aos desportos de Inverno, explora os recursos paisagísticos e ambientais dos espaços montanhosos, muito procurada no período de inverno para a prática de desportos de neve.

Turismo religioso: dinamizado pelos lugares mais importantes de culto e peregrinação, peregrinação a lugares santos.

Turismo termal: associado ao aproveitamento de nascentes de águas termais consideradas benéficas para a saúde e o bem-estar.

Turismo sénior: oferece instalações, apoio especializado, percursos e actividades adequadas às pessoas idosas.

Turismo de aventura: ligado a desportos activos como o surf, vela, mergulho e radicais como o rafting, parapente, montanhismo.

Turismo de negócios: está relacionado com viagens breves para reuniões científicas, feiras e exposições.

Turismo cinegético: actividade turística associada à prática da caça em áreas protegidas.



Os alunos do 9º ano tiveram oportunidade de conhecer melhor alguns dos tipos de turismo visualizando panfletos turísticos: