27 julho 2009

InovMap Coimbra


“O iNovmap é um ensaio metodológico, que utiliza: os Serviços KML para concepção e partilha de “mashups” em ambiente web2.0; Interfaces ArcGIS-Google Maps como exemplo de um novo “geoweb-paradigma”: “Consumer-Generated Media” (CGM).” Os autores: José Gomes (Professor no Instituto de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra) ; Rogério Coelho e Luís Miranda (finalistas da Licenciatura de Geografia Humana da Universidade de Coimbra).

Um ensaio metodológico que articula as funcionalidades Web do ArcGis com um suporte de bases disponibilizado (Google Maps) aplicado ao concelho de Coimbra.


AQUI ( http://www.inovmap.com/) pode encontrar-se informação importante e útil para geógrafos e não só:

CARTOGRAFIA INTERACTIVA: permite pesquisar informação relativa a farmácias, pontos turísticos, ocupação e uso do solo, falhas e geologia em Coimbra.


TAREFAS DE ROUTING: podem obter-se percursos em Coimbra basta inserir os dados e ver rota a seguir (guia do percurso).



TAREFAS DE ANÁLISE DE PROXIMIDADE: para os pontos turísticos e para as farmácias (passos a seguir no canto direito do mapa).



Também estão disponíveis centenas de mapas grátis para download (é necessário instalar o Google Earth) basta seleccionar o(s) seu(s) Distrito(s), Concelho(s), ou NUTS. Também é possível fazer upload de mapas.

BOAS DESCOBERTAS!

25 julho 2009

ACÇÃO DE FORMAÇÃO: TECNOLOGIAS E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA APLICADAS NO ENSINO (II)

A Acção de Formação “Tecnologias e Sistemas de Informação Geográfica Aplicadas no Ensino” (referida aqui) terminou contribuindo para o enriquecimento de conhecimentos nas geotecnologias e no desenvolvimento de um projecto SIG.

Registo de um dos trabalhos dinamizados - utilização das extensões Spatial Analyst e 3D Analyst para elaboração de modelos digitais de terreno segundo uma metodologia TIN (Triangulated Irregular Network):



Os nossos “TIN”:



24 julho 2009

“O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR”

"O Velho que Lia Romances de Amor" de Luís Sepúlveda: “António José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e a descobrir os trilhos mais indecifráveis. Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses “gringos” e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luís Sepúlveda num “clássico” da literatura latino-americana.”

Um livro interessante onde descobrimos alguns segredos para viver e sobreviver na amazónia, designada pelo autor como o “inferno verde”. Apresenta-nos o confronto entre o Homem branco e os índios shuar no processo de ocupação da amazónia, apontando a desflorestação causada por esta imposição humana (construindo a “obra-prima do homem civilizado: o deserto”).
À parte esta informação cultural a história gira à volta de Bolívar Proaño, um velho que gostava de ler “romances, que falavam de amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana.”



Destaco a Amazónia:
Falou-se desta floresta tropical aqui


A desflorestação da Amazónia é uma realidade dramática, levando ao desaparecimento florestal, a um ritmo cada vez maior.
Esta acção tem como principais objectivos a obtenção de solo para cultivos agrícolas e para a pecuária e a extracção da madeira (uma boa parte destas intervenções são ilegais).

O corte em massa de árvores leva a alterações climáticas: menor libertação de vapor de água, logo menor precipitação, assim como, menor absorção de dióxido de carbono o que contribui para a subida das temperaturas.

Igualmente, a perda de biodiversidade e o sustento das pessoas que vivem da floresta são uma ameaça provocada pelo avanço na Amazónia.



Um artigo de interesse para consultar no Público (12/06/09).



(Imagens: pesquisa do Google)

18 julho 2009

PRAIA DO CABEDELO

Uma ida à praia… como sabe bem pisar a areia e “saborear” o cheiro do mar… algum vento característico nesta zona da Figueira da Foz… a praia chama-se Cabedelo (margem direita da foz do Mondego) e é uma área muito agradável, tem um parque de campismo e muito movimento…





… mas cabedelo é uma designação geográfica importante:
A localização da zona:




Um cabedelo resulta da acumulação de depósitos arenosos, que se constituem no troço final do estuário de um rio, ligado à faixa litoral por uma extremidade.

Com o tempo a morfodinâmica desta zona levou a que o cabedelo perde-se a forma alongada e adquirisse uma disposição paralela à margem direita do Mondego.
A construção de molhes conduziu, igualmente, à alteração da morfologia e, assim, a sul da foz do Mondego os efeitos da erosão fizeram-se sentir levando a um recuo da linha de costa.
A construção de molhes interrompeu a deriva litoral conduzindo à acumulação de areia a norte e intensa erosão costeira a sul. Para colmatar esta situação tem-se assistido à transferência de areias acumuladas contra o molhe norte e depositadas a sul do molhe sul. (baseado Dias, Ferreira e Pereira)

Este fenómeno leva a que as edificações urbanas localizadas a sul (Cova da Gala, Costa de Lavos) sejam consideradas zonas de risco devido ao recuo da costa provocado pela erosão (pelo que não deveria ser permitida a expansão de núcleos urbanos tão próximo da costa).


Pode ver-se a imagem de satélite com mais pormenor (e observar a configuração litoral) clicando AQUI.


(Mapas: pesquisa do Google)

15 julho 2009

“O LADO SELVAGEM”

“O Lado Selvagem” um livro de Jon Krakauer: “Em Abril de 1992, Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a civilização, a sua própria identidade, doa os 25 mil dólares que constam no seu saldo bancário para fins de caridade e parte em busca de uma experiência genuína que transcende o materialismo do quotidiano. Rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano, este jovem enigmático inventa para si mesmo uma nova vida e, sem o saber, dá início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais. E é com o justo sentido da dimensão trágica deste caso verídico que Jon Krakauer o recupera para criar uma narrativa iluminada, que nos cativa pela sua capacidade única de trazer para a página impressa a força indomável de um espírito rebelde e lírico e de nos seduzir com o perfume inebriante de um mistério maior que envolve toda a história. Um must para todos os viajantes da estrada e da alma.”


Um jovem que decide abandonar a "civilização" e partir solitário à descoberta de regiões da América do Norte com o principal objectivo de explorar e percorrer o Alasca. Apresenta-nos para além da história de Chris McCandless, histórias de outros caminhantes e do próprio autor que confidencia as suas aventuras de “caminhante solitário da vida selvagem”.
Deixo uma passagem do livro, escrita pela personagem principal, e que descreve o seu espírito de independência (e provavelmente de todos os que se aventuram nestas viagens solitárias): “CAMINHA PELA TERRA DURANTE DOIS ANOS, SEM TELEFONE, SEM GRUPOS, SEM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO, SEM CIGARROS. A LIBERDADE TOTAL. UM EXTREMISTA. UM VIAJANTE ESTETA CUJO LAR É A ESTRADA.”



Um livro com um importante contributo geográfico.
Conhecer um pouco melhor o Alasca:




O nome Alasca provém da palavra Alyeska, que significa "grande terra" em aleúte, um idioma esquimo-aleutiano falado em partes do território.


O Alasca tem como capital Juneau é dos 50 estados dos Estados Unidos da América o que apresenta a maior área (1 717 854 km²) e a menor densidade populacional (0,42 hab/km²).

Esta região define-se como a mais setentrional e ocidental dos Estados Unido da América. O Estado está limitado a norte pelo oceano Glacial Árctico, a oeste pelo estreito de Bering, a sul pelo mar de Bering e a leste pelo território canadense de Yukon e pela província canadense de Colúmbia Britânica.

O Alasca é cortado pelo rio Yukon, um dos rios mais longos da América do Norte (com 3 185 km de comprimento). O estado possui milhares de pequenos lagos, assim como extensos glaciares.

Informações sobre as florestas, as Montanhas Rochosas, o maior pico da América do Norte o Monte McKinley, o clima, as importantes cidades como Anchorage e Fairbanks encontram-se neste livro...


Paisagem do Alasca



Monte McKinley
(Imagens: pesquisa do Google)

07 julho 2009

“DIAMANTE DE SANGUE”

No domingo à noite a RT1 exibiu o filme “Diamante de Sangue”. Já tinha visto em cinema e fiquei sensibilizada com a história dramática relatada, que se passa na Serra Leoa (África).
A exploração de diamantes (cuja grande parte é ilegal e sai clandestinamente do país), a “escravatura”, as crianças-soldado, os refugiados, os massacres de populações, os combates armados (entre rebeldes)… os conflitos têm como base a exploração da riqueza do subsolo, nomeadamente, os diamantes (numa passagem do filme um idoso que sobreviveu a um ataque à sua aldeia dizia esperemos que não descubram petróleo nestas terras…).





Um pouco de Geografia:

Localização da República da Serra Leoa



Capital: Freetown
Fronteiras: Guiné, Libéria e Oceano Atlântico
Área: 71 740 km2
População: 6 294 774 hab (2007)
Densidade populacional: 83 hab/km2
Língua Oficial: Inglês
Moeda: Leone
Clima: tropical caracterizando uma das zonas mais húmidas da África costeira ocidental, sendo maior durante a estação das chuvas que se prolonga de Maio a Dezembro.
Vegetação: predomina a floresta tropical lado a lado com a savana.

Mais informações AQUI



E saber que:
“…em 1462, o navegador português Pedro Cintra deu com estas costas escarpadas e onde o eco das tempestades sobre as montanhas do litoral lhe evocou o rugido dos leões. Desde então, o território passou a ser conhecido por Serra Leoa.” (“Guia do Mundo 2000-2001”, Trinova Editora)


(Mapas: pesquisa do Google)