27 dezembro 2009

CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

No 9º ano iniciamos o tema “Contrastes de Desenvovimento”:


Com frequência o desenvolvimento dos países é avaliado em termos de estudos económicos – por exemplo, o rendimento de uma pessoa, em média, por ano, ou o rendimento do país – mas, tais medidas não consideram a qualidade de vida. Os factores sociais, como estruturas de cuidados de saúde, educação e realização pessoal, não têm sido totalmente levados em consideração.

Para avaliar o nível e os progressos do desenvolvimento humano, a Organização das Nações Unidas, todos os anos, calcula o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 173 países. A partir do valor do IDH, que varia entre 0 e 1, e que se obtém considerando, em cada país, o nível médio de instrução, a esperança média de vida e o nível de vida, é possível: agrupar, em três níveis de desenvolvimento, elevado (IDH superior a 0,800), médio (IDH entre 0,800 e 0,500) e baixo (IDH inferior a 0,500), os vários países.

Embora o IDH traduza o valor médio do estado de desenvolvimento de um país, não reflecte as diferenças entre os valores mais reduzidos e os mais elevados, pelo que, no mesmo país, sendo ele desenvolvido ou em desenvolvimento, ocorrem situações de pobreza humana, ou mesmo miséria, e outras de opulência.

De acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), para 2007/2008 os países com maior IDH, portanto, os mais desenvolvidos são: Islândia, Noruega, Austrália, Canadá, Irlanda, Suécia, Suíça, Japão, Holanda, França;

e os menos desenvolvidos são: Serra Leoa, Burkina-Faso, Guiné-Bissau, Níger, Mali, Moçambique, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, República democrática do Congo, Burundi.

Os alunos visualizaram alguns capítulos do filme “O Fiel Jardineiro”. No filme foram confrontados com situações que demonstram falta de desenvolvimento e de exploração por parte dos países mais desenvolvidos (aos países mais pobres). Aqui fica um resumo:



O filme tem uma história simples e aborda um tema polémico: o mundo das indústrias farmacêuticas e toda a corrupção que envolve este meio. Quénia é o palco principal da acção.

Fala do amor entre duas pessoas, amor pelo próximo, amor pela raça humana, amor por aqueles que nada têm e que são enganados a troco de um pedaço de comida, a troco de medicamentos, mesmo não estando estes muitas vezes em condições, a troco de uma vida que devia ser deles por direito. É um relato cruel de uma realidade assustadora, de empresas farmacêuticas que testam os seus medicamentos em pessoas que não se podem defender e que muitas vezes morrem, sem saber porquê, acabando enterradas num “buraco qualquer”. Justin Quayle é um discreto diplomata britânico a quem é dada uma nova missão no Quénia. Entretanto, conhece Tessa, uma activista dos direitos humanos fortemente empenhada nas questões da pobreza e da justiça social. Os dois apaixonam-se e acabam por casar. Depois de instalados em Nairobi, Justin aconselha a mulher a não se envolver muito profundamente com os quenianos, mas Tessa não obedece às instruções do marido. Pelo contrário, envolve-se de maneira cada vez mais forte nos ideais da sua luta. Um dia, Tessa desaparece e acaba por ser encontrada morta. A polícia acredita que ela foi assassinada por um médico (Dr. Arnold Bluhm) com quem se costumava encontrar, o que remete para a possibilidade de infidelidade, já que os motivos avançados são os passionais. Apesar destas evidências, Justin acha que existe uma trama bem mais complexa por trás da morte da mulher e inicia uma exaustiva investigação que acaba por penetrar em meandros perigosos. Ao mesmo tempo que reconstitui os passos de Tessa, Justin fica a saber que ela andava a investigar as práticas desumanas de uma empresa farmacêutica (“ThreeBees”). Esta, com a cumplicidade das autoridades britânicas, usava quenianos como cobaias para testar um novo medicamento contra a tuberculose (“Dypraxa”). Pelo caminho, Justin vai conhecendo a dolorosa realidade oculta daquele país.




3 comentários:

GeoBlog disse...

Que 2010 venha recheado com o que mais desejas! Que todos os teus sonhos se concretizem!
Beijinhos

Miguel Oliveira disse...

Stôra em relação ao trabalho, a fonte é o site ou é por exemplo se for uma imagem o sitio onde ela foi tirada?

Carla Pimentel disse...

Olá Miguel,
na próxima aula esclarecerei todas as dúvidas.
Boas pesquisas!