29 agosto 2009

“NA BERMA DE NENHUMA ESTRADA”

Mia Couto, “Na Berma de Nenhuma Estrada”:
"Mia Couto seleccionou, de entre publicação dispersa por jornais e revistas ao longo de anos bem recentes, estes trinta e oito contos. Cada novo encontro com a sua escrita significa uma viagem a que não apetece pôr termo. A intensidade das personagens, a multiplicidade de registos, a coexistência do fantástico e do sobrenatural com a tradição, a cultura e a vivência do dia-a-dia, a capacidade de efabulação e a oralidade que transforma a palavra escrita em puro som, são portos a que acostamos e que nunca desvendamos por completo. Façamos escala em «Fosforescências», «O último ponto cardeal», «O fazedor de luzes», «Os amores de Alminha», «Os gatos voadores»; tomemos o rumo de «As cartas», «O escrevido», «Ave e nave»; voguemos ao sabor de «A multiplicação dos filhos», «As lágrimas de Diamantina», «O amante do comandante»; deixemos que as ondas nos levem até «Rosita»; e mergulhemos profundamente nas águas, agitadas às vezes, tranquilas outras, do imaginário inesgotável de Mia Couto."


Pequenos contos, pequenas histórias que parecem “cantadas” pelo autor. Histórias que falam de uma terra, de uma cultura, falam de sentimentos, de expectativas, de vidas com finais surpreendentes… uma leitura cativante e uma imaginação “deliciosa”.

Mia Couto (António Emílio Leite Couto) nasceu na Beira, em Moçambique. Uma breve análise geográfica do país:



Fronteiras: Zâmbia, Malawi, Tanzânia, África do Sul, Suazilândia, Zimbabwe e Oceano Índico

Capital: Maputo

Língua Oficial: português

Área: 801 590 km²

População: 20 069 738 habitantes (estimativa 2007)

Densidade populacional: 24 hab/km²

É uma antiga colónia portuguesa que teve a sua independência a 25 de Junho de 1975.

(Mapas: pesquisa do Google)

5 comentários:

Amaral disse...

Olá Carla
Então essas férias? As minhas foram boas e estão a acabar. Mais um ano... onde ficaste colocada? Eu em S. João da Pesqueira.

Quanto ao Mia Couto, adoro. Estive com ele em Viseu na apresentação do livro dele "Jesusálem".

Bjo

GeoBlog disse...

Olá Carla!
Mais uma óptima sugestão de leitura!
Nestas férias apenas li 2 livros: "O homem que sabia contar" de Malba Tahan (uma espécie de mil e um noites da Matemática) e "Rios de púrpura" de Jean-Christophe Grangé (livro de suspenso, um género que também aprecio), agora preparo-me para iniciar "A vida num sopro" de José Rodrigues dos Santos.
Um bom início de ano lectivo!
Beijinhos!

Isabel Preto disse...

Carla:
óptima sugestão de leitura.
Fazes esta descrição de forma tão fabulosa, que apetece devorar e saborear cada conto de Mia Couto.
Já agora, bom recomeço.

Carla Pimentel disse...

As férias sabem sempre a pouco… mas foi bom este período de descanso :))
Fiquei colocada a 5 minutos de casa no Agrupamento de Escolas Inês de Castro e como tal estou muito contente :)

Amaral, Mia Couto é um excelente contador de histórias… “Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra” está na minha prateleira de leituras em espera… “Jerusalém” tem críticas muito positivas.

Isabel, Mia Couto apresenta contos muito divertidos que vale a pena ler… bom regresso…

Carla Pimentel disse...

Adelaide,
(só agora vi a tua mensagem)é sempre bom partilhar leituras.
beijinhos