24 julho 2009

“O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR”

"O Velho que Lia Romances de Amor" de Luís Sepúlveda: “António José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e a descobrir os trilhos mais indecifráveis. Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses “gringos” e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luís Sepúlveda num “clássico” da literatura latino-americana.”

Um livro interessante onde descobrimos alguns segredos para viver e sobreviver na amazónia, designada pelo autor como o “inferno verde”. Apresenta-nos o confronto entre o Homem branco e os índios shuar no processo de ocupação da amazónia, apontando a desflorestação causada por esta imposição humana (construindo a “obra-prima do homem civilizado: o deserto”).
À parte esta informação cultural a história gira à volta de Bolívar Proaño, um velho que gostava de ler “romances, que falavam de amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana.”



Destaco a Amazónia:
Falou-se desta floresta tropical aqui


A desflorestação da Amazónia é uma realidade dramática, levando ao desaparecimento florestal, a um ritmo cada vez maior.
Esta acção tem como principais objectivos a obtenção de solo para cultivos agrícolas e para a pecuária e a extracção da madeira (uma boa parte destas intervenções são ilegais).

O corte em massa de árvores leva a alterações climáticas: menor libertação de vapor de água, logo menor precipitação, assim como, menor absorção de dióxido de carbono o que contribui para a subida das temperaturas.

Igualmente, a perda de biodiversidade e o sustento das pessoas que vivem da floresta são uma ameaça provocada pelo avanço na Amazónia.



Um artigo de interesse para consultar no Público (12/06/09).



(Imagens: pesquisa do Google)

2 comentários:

Amaral disse...

Carla
Interessante este post. É engraçado que já estive com este livro na mão "milhentas" vezes, mas nunca o li.
Bom fim-de-semana
Bjo

Carla Pimentel disse...

Olá Amaral,
da próxima vez que tiveres o livro nas mãos recomendo que leias.
Bom fim-de-semana!