30 abril 2009

"ÍNDIGO - O MISTÉRIO DO RAPAZ DE LUZ"


Sugeri esta leitura na BEgas, como livro do mês de Fevereiro, AQUI.

Depois de ter passado por várias mãos… regressou…

Leiam, escutem a mensagem que o livro transmite e ENCANTEM-SE!

28 abril 2009

GRÁFICOS TERMOPLUVIOMÉTRICOS

Os alunos do 7º ano estiveram a realizar o gráfico termopluviométrico de Beja, proposto no manual.
Este gráfico representa a variação das temperaturas médias mensais e da precipitação, ao longo de um ano, obtendo-se uma representação das principais características de um clima. (Termo – temperatura, Pluvio – pluviosidade, Métrico – medida).
Por isso, os gráficos termopluviométricos ou climatogramas são muito utilizados para estudar os climas.

Os gráficos:

- o que ia realizando no quadro para lhes explicar todas as fases de construção (eu sei não está muito… nada certo, umas barras mais “gordas”; como dizia um aluno “- Ó setôra algumas barras estão mais gordas; - pois é, eu não tenho as quadrículas milimétricas como vocês têm no manual…; - Nem tem régua… está muito bem setôra”).




- dos alunos:



A divisão da Terra em paralelos permite definir as zonas climáticas: quente - entre os Trópicos de Câncer (23º27’N) e Capricórnio (23º27’S); temperada - entre os Trópicos e os Círculos Polares Árctico (66º33’N) e Antárctico (66º33’S); fria - entre os Círculos Polares e os Pólos Norte e Sul.
Por sua vez os climas quentes subdividem-se em: Equatorial; Tropical Húmido; Tropical Seco; Desértico.
Os climas temperados em: Mediterrânico; Marítimo; Continental.
Os climas frios em: Subpolar; Polar; Altitude/Montanha.

(Imagem: pesquisa Google)

25 abril 2009

DOCES MOMENTOS

Convidei o C.A.O. para passar uma tarde connosco. Estivemos a ver as dramatizações do 11ºB sobre as áreas rurais … muito divertido.


Os alunos do Ensino Especial cantaram alegremente a música do canário e todos quiseram aprender.


No final o C.A.O. apresentou uma surpresa, um PowerPoint dos melhores momentos nestas acções com os alunos do 11ºB e do 12ºB… recordação… Depois veio um miminho para mim…









O meu miminho especial foi um livro onde os utentes desta Instituição deixaram a sua marca através de um desenho, acompanhado por doces palavras… emoção...







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Feliz...



(22-04-09)

24 abril 2009

BLOGUE: TEMPO DE TEIA


Para "tecer": http://tempodeteia.blogspot.com/

Um Blogue de dedicação, realização, entusiasmo, acompanhamento, sensibilidade, carinho, esperança,… na vida, na escola, nos alunos.

Acompanhar…


Uma teia de palavras "floridas", cheias de poesia e de música.

23 abril 2009

EXPOSIÇÃO: ROSA-DOS-VENTOS

Professores e alunos envolvidos num trabalho conjunto de construção de uma rosa-dos-ventos.
A exposição decorreu na BEgas.


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Vamos recordar os pontos principais que compõem esta rosa de orientação:


Cardeais: Norte (N), Sul (S), Este (E), Oeste (O)


Colaterais: Nordeste (NE), Sudeste (SE), Noroeste (NO), Sudoeste (SO)


Subcolaterais: Nor-Nordeste (NNE), ÉS-Nordeste (ENE), ÉS-Sudeste (ESE), Su-Sudeste (SSE), Su-Sudoeste (SSO), Oés-Sudoeste (OSO), Oés-Noroeste (ONO), Nor-Noroeste (NNO).




Para recordar, também, um poema feito pelo João do 7ºD:


Para te localizares


A rosa-dos-ventos vais ter de usar


Norte, sul, este, oeste


São os pontos cardeais


Nordeste, sudeste, noroeste, sudoeste


São os colaterais


Com esta informação


É uma razão


Para não te perderes


E encontrar a localização


21 abril 2009

OLHARES SOBRE A LIBERDADE

O Museu de Resende acolheu a Feira do Livro Usado. Em simultâneo decorre uma exposição intitulada “Olhares sobre a Liberdade”. As Bibliotecas Escolares estiveram responsáveis pela dinamização... trabalhei com o 11ºB os olhares sobre a liberdade de amar, de pensar, de falar, de decidir e… de ser livre.


A preparação da actividade:
Os ensaios para o “melhor olhar”: E o resultado final:











DIVERSIDADE RURAL (vídeo)

Aqui fica um vídeo (prometido) sobre o tema "Diversidade Rural Portuguesa" desenvolvido nas aulas com o 11ºB. Para recordar aqui.

As alentejas Sandra e Susana:


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20 abril 2009

FEIRA DO LIVRO DE COIMBRA

A Feira do Livro de Coimbra, abriu no dia 17 de Abril e prolonga-se até 2 de Maio, está instalada na Praça da República (numa grande tenda… que pena poderia ser num espaço mais bonito, Coimbra tem tantos, para acolher estes tesouros que são os livros...).


Livro, livros… vários, diversos… mais antigos, mais recentes… grandes promoções, pequenas promoções… muitos minutos a ver, a procurar, a folhear…


As aquisições:

A pensar em mim:
Ondjaki, “Quantas Madrugadas tem a Noite”, Caminho – Outras Margens
Daniel Sampaio, “Vozes e Ruídos – diálogo com adolescentes”, Caminho
José Saramago, “Viagem a Portugal”, Caminho

A pensar nos alunos e nas geografias:
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Uma Aventura no Alto Mar”, Caminho
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Uma Aventura nos Açores”, Caminho
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Uma Aventura na Serra da Estrela”, Caminho


A pensar em projectos:
John Montroll, “Fun With Easy Origami”, Dover Publications
“O Livro do Papel – actividades, brincadeira, criação”, Edições Nova Gaia



Necessidade de uma segunda visita… e mais livros.

PRECIPITAÇÃO

(nada melhor que uma semana chuvosa para abordar o conteúdo: precipitação)



Os alunos do 7º ano tiveram a visita do Sr. Esponja.


Estivemos a falar da precipitação (elemento importante no estudo dos climas) e o nosso amiguinho ajudou na explicação do ciclo da água e, principalmente, do processo de saturação.



(pesquisa Google)


A humidade é a quantidade de vapor de água que o ar contém (humidade absolutaquantidade de vapor de água por unidade de volume de ar, mede-se em g/m3).
A existência de vapor de água no ar deve-se à evaporação das águas do mar, rios e lagos e evapotranspiração das plantas e animais.

A capacidade da atmosfera conter mais ou menos vapor de água varia com a temperatura. Assim, sempre que ao ar aquece, essa capacidade aumenta e, quando o ar arrefece, diminui. Por isso é importante saber o valor da humidade relativa (relação entre a quantidade de vapor de água existente na atmosfera, a uma determinada temperatura e a capacidade total dessa atmosfera conter vapor de água a essa mesma temperatura, mede-se em percentagem).

O ar encontra-se saturado de humidade quando contém o máximo possível de vapor de água a uma dada temperatura (100% de humidade relativa), ou seja, quando atingiu o ponto de saturação (quantidade máxima de vapor de água que um metro cúbico do ar pode conter, varia na razão directa da temperatura).

Quanto mais elevada for a temperatura, maior será o ponto de saturação, isto é, maior será a quantidade de vapor de água necessária para saturar o ar.
Quando a saturação ocorre e excede a sua capacidade, o vapor de água começa a condensar-se junto aos núcleos de condensação (poeiras e partículas existentes em suspensão no ar) originando a formação de nuvens e ocorre a precipitação.

O Sr. Esponja lá explicou (com alguma dificuldade...) que quando é colocado apertado, com a mão, em água, absorve menos líquido do que se colocado livremente dentro de água. A esponja apertada satura facilmente, assim como, o ar frio.

(Obrigado pela visita, Sr. Esponja.)




19 abril 2009

OLIMPÍADAS DE GEOGRAFIA - Abril


Questões do mês de Abril


3.º CICLO Qual é a localização?

Para responderes correctamente deverás:

- identificar o continente a que corresponde cada país e a respectiva capital - Eritreia; Eslovénia; Palau; Colômbia; Mali; Bulgária; Austrália; Honduras; Congo; Myanmar; Camboja; Angola; Kiribati; Macedónia; Uruguai; Costa Rica; Islândia; Ilhas Fidji; Brunei; Nepal


SECUNDÁRIO Como se caracterizam os climas?

Para responderes correctamente deverás:

- caracterizar o clima temperado mediterrâneo e continental atendendo aos seguintes aspectos - Temperatura (Variação ao longo do ano e amplitude térmica); Precipitação (Variação ao longo do ano e identificação de meses secos).

Participa!


11 abril 2009

MAIS LEITURAS "HORRÍVEIS"

Aqui ficam outros títulos da colecção “Geografia Horrível” de Anita Ganeri.
(a primeira sugestão muito a propósito, para aprofundar os conhecimentos sobre os sismos - SISMO EM L’AQUILA)


GEOGRAFIA HORRÍVEL – TREMELIQUES TERRESTRES
Se queres conhecer a sensação de viver um tremor de terra a sério, abre o livro…
Descobre a fúria dum Tsunami, a violência dum sismo, o pânico da fuga, o desastre à solta. Mas descobre também a ciência e os cientistas que exploram a Terra à procura da chave para compreender e prevenir os terramotos.
Aprende como se sobrevive a um abalo e fica a saber como os ratos e as cobras são capazes de prever os tremores de terra. Até vais tremer de emoção!


GEOGRAFIA HORRÍVEL – ALFORRECAS, TUBARÕES E PROFUNDEZAS
Se do oceano só sabes que é:
De onde vem o peixe intragável que a tua mãe te obriga a comer,
Onde tomas banho quando vais para a praia,
Aquela coisa azul que nunca mais acaba e onde andam as alforrecas.
Então estás a precisar de ler este livro e descobrir:
Os terríveis monstros marinhos que infestam o fundo dos oceanos,
O que fazem os piratas que ainda atacam nos setes mares,
Que raio é isso do triângulo das Bermudas,
Que eram os malucos que andavam pelos mares a descobrir novos mundos,
E como foram os últimos momentos do Titanic.
E muitas mais coisas que até vais ficar mar(e)ado, só de pensares nisso!


GEOGRAFIA HORRÍVEL – PÓLOS TREMENTES
Vais estremecer! Ao veres icebergues maiores do que a tua escola.
Correr a sete pés! Quando ursos polares esfomeados vierem ter contigo para jantar.
Gritar! Se caíres numa fenda ou num precipício gelado.
E, se isto não for suficientemente arrepiante para ti… viaja com os exploradores polares que ficaram sem os dedos devido às queimaduras de gelo, aprende a fazer um iglô e descobre tudo o que há para saber sobre as riquezas escondidas sob as neves eternas. Tão excitante que irá gelar a Terra.


"Geografias horríveis" já apresentadas aqui e aqui.

10 abril 2009

ILHA DE PÁSCOA

(uma curiosidade...)

Encontramo-nos no período da Páscoa. Mas Páscoa também é o nome de uma ilha, pois é, a ilha de Páscoa que se localiza a sul do oceano Pacífico, entre o Chile e a Polinésia Francesa. Com as seguintes coordenadas: 27º 09' latitude Sul e 109º 27' longitude Oeste, está situada a cerca de 3 600 km de distância da costa oeste do Chile. A sua população é de 3 791 habitantes (censo 2002), 3 304 dos quais vivem na capital Hanga Roa. (Wikipédia)


Em 1722, o comandante holandês Jacob Roggeveen, desembarcou numa das praias da ilha um dia antes do domingo de Páscoa. Por essa razão, no dia 5 de Abril, batizaram-na com o nome ilha de Páscoa.
Apresenta origem vulcânica e tem a forma triangular. Esta porção de terra pertence ao Chile desde 1888, a sua população é constituída por pascoanos legítimos e chilenos.


A ilha de Páscoa, também denominada por Rapa Nui (ilha grande), é conhecida pelos extraordinários moais - as estátuas de pedra - que aqui existem e que permitem que Rapa Nui viva, hoje em dia, quase exclusivamente do turismo.



Uma "viagem" à encantadora ilha de Páscoa no Pacífico Sul aqui

(Mapas e imagens: pesquisa Google)

09 abril 2009

"UMA AVENTURA NA AMAZÓNIA"

… de visita à livraria… a folhear os livros… a espreitar os infantis… a colecção da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada ali à mão… este, aquele… “Uma Aventura na Amazónia” (o mais recente e uma matéria abordada em Geografia)… viajar no tempo e recordar os momentos de infância quando me deliciava com estas histórias…


O livro "Uma Aventura na Amazónia” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada é uma preciosidade que deixo aqui como sugestão de leitura.

A história apresenta os já conhecidos protagonistas desta saga: as gémeas Teresa e Luísa, o Pedro, o João e o Chico.
Leva-nos à América do Sul numa viagem entusiasmante pela floresta da Amazónia (com todo o mistério característico desta colecção). Para além da história, com os amigos desta aventura, aprendem-se curiosidades importantes: conhece-se o rio mais comprido do mundo, o amazonas, e a cultura dos índios que habitam neste local… um lugar grandioso de encontro de águas, com botos, pirarucús e muito mais…



“Que viagem fantástica!” (autoras)



“Embrenhar-se” na maior floresta tropical do mundo: floresta da Amazónia.


“Navegar” no maior rio do mundo: rio Amazonas.

(Mapa e imagens: pesquisa Google)

08 abril 2009

SISMO EM L'AQUILA

Um sismo ou terramoto ou tremor de terra é um fenómeno físico resultante da libertação de grande quantidade de energia do interior da terra e que provoca vibrações que se transmitem numa extensa área.

Os sismos podem ser provocados por:
-Movimentos ao longo de falhas geológicas existentes entre diferentes placas tectónicas;
-Movimentos de falhas existentes no interior das placas tectónicas;
-Actividade vulcânica e movimentos de material fundido em profundidade;
-Deslocações superficiais de terreno, tais como abatimentos e deslizamentos;
-Actividade humana, por exemplo grandes massas de água em barragens ou detonação de explosivos.
O maior sismo registado foi no Chile em 1960 que atingiu 9,5 na escala de Richter seguido pelo da Indonésia em 2004 que atingiu 9,3 na mesma escala.

Mais informação sobre terramotos é só clicar.


O sismo de L'Aquila ocorrido no passado dia 6 de Abril apresentou uma intensidade de 6,7 graus na escala de Richter. O epicentro foi sob a cidade de L'Aquila (em Roma a sua magnitude foi de 4,6 graus Richter).

A informação em Notícias.rtp


Aquila (L'Aquila) é uma comuna italiana da região do Abruzzo, província do Aquila, com cerca de 63.121 habitantes. Estende-se por uma área de 466 km2, tendo uma densidade populacional de 135 hab/km2. (wikipédia)

Mais sobre Aquila aqui


(Mapas: pesquisa Google)

07 abril 2009

A TURMA (ENTRE LES MURS)

(para professores e não só…)

Terminei a leitura do livro “a turma” de François Bégaudeau. Partilho a história que retrata uma turma, numa escola de um bairro problemático francês e... algumas das nossas realidades.

A Turma inspira-se no dia-a-dia tragicómico de um professor de Francês colocado numa escola pública da cidade de Paris. Neste romance escrito encostado à realidade, François Bégaudeau evidencia os problemas de expressão e compreensão nas salas de aula da língua que, na turma, nem todos dominam. E convida-nos a entrar na escola de hoje, problemática e multicultural. A realidade francesa afinal tão próxima da realidade portuguesa, e quem sabe de tantas outras.

Este romance foi adaptado ao cinema num filme realizado por Laurent Cantet, com a participação do próprio autor como actor principal. Recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008.

O Blogue: http://a-turma.blogs.sapo.pt/


Comentários ao filme:

06 abril 2009

OUTROS MOMENTOS (2º período)

.... para recordar com os alunos do 11ºB e 12ºB.

04 abril 2009

AULAS 7º ANO (2º período)

Muitos conteúdos... muitos alunos... e muita alegria.

03 abril 2009

O MUNDO CANTADO

Uma forma divertida de aprender a localização dos países (... em inglês).

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02 abril 2009

NOVAS LEITURAS

Hoje é o “Dia Internacional do Livro Infantil”: desde 1967, a 2 Abril por ocasião do aniversário de Hans Christian Andersen, comemora-se o International Children's Book Day (ICBD) para inspirar o amor pela leitura e chamar a atenção para os livros para crianças. Este evento foi estabelecido pela UNESCO, cabendo à IBBY a sua promoção.
Esta comemoração leva-me a apresentar novas sugestões de leitura da colecção “Geografia Horrível” de Anita Ganeri.
(temas já apresentados)

“Geografia. É um grande tema, não é? Na verdade, podias dizer que é gigantesco. Significa estudar o mundo inteiro – que é quase o máximo que podes arranjar.” (excerto Apanhados do Clima).
Com esta colecção “nunca a Geografia foi tão horrível”.


GEOGRAFIA HORRÍVEL – APANHADOS DO CLIMA
Sobressalta-te com as trovoadas a rasgarem os céus. Corre em busca de salvação enquanto um tornado arrasa as casas. Espanta-te com o homem que foi atingido setes vezes por relâmpagos… e sobreviveu. E se isto não for suficientemente tempestuoso para ti… lê o livro e descobrirás muitas coisas reais e assustadoras do clima e do tempo. Vais ver que os ventos, a chuva e os trovões são avassaladoramente excitantes!


GEOGRAFIA HORRÍVEL – QUE SECA DE DESERTO
Tem muito nojo! Quando fores obrigado a beber chichi de camelo para sobreviver.
Sente-te sufocar! Quando uma única duna de areia em movimento te engolir a ti a aldeias inteiras.
Grita! Quando te encontrares frente a uma mortífera cobra-cascavel.
Engasga-te! Quando aprenderes a falar os estranhos idiomas do deserto.
E se todo este desespero ainda é pouco para ti… ficarás a conhecer o deserto onde neva, o modo de fazer um saboroso pudim com leite de camelo e o motivo pelo qual o sumo de cacto pode ser uma bebida mortífera. Conseguirás sobreviver a este deserto? Aterradoramente empolgante!


GEOGRAFIA HORRÍVEL – PICOS ARREPIANTES
Se das montanhas só sabes que são:
Aqueles altos e baixos que nunca mais acabam;
sítios pouco recomendáveis para gente com vertigens;
lugares escorregadios onde faz um frio de rachar,
então estás a precisar de ler este livro para descobrires:
por que raio aparecem as montanhas;
como lá foram parar as terríveis alforrecas;
as pegadas do Abominável Homem das Neves;
quem foram os destemidos exploradores que cantaram hinos para se manterem vivos;
como acontecem as horríveis avalanches.
… e muitas outras coisas de fazer abanar a Terra!

(mais tarde outros títulos…)

01 abril 2009

O PRINCIPEZINHO NO PLANETA DO GEÓGRAFO


"O sexto planeta era um planeta dez vezes maior. Era habitado por um velho senhor de idade que escrevia livros muito grossos.
- Olha! Cá temos um explorador! - exclamou ele, quando avistou o principezinho.
O principezinho sentou-se em cima da mesa para tomar fôlego. Já viajara tanto!
- De onde vens tu? - perguntou-lhe o senhor de idade.
- Que livro é este, tão grande? - perguntou o principezinho. O senhor está aqui a fazer o quê?
- Sou um geógrafo - respondeu o senhor de idade.
- O que é um geógrafo?
- É um cientista que sabe onde ficam os mares, os rios, as cidades, as montanhas e os desertos.
- Que interessante! - disse o principezinho. Isto, sim, é uma profissão! E pôs-se a olhar à volta: nunca tinha visto um planeta tão majestoso.
- É bem bonito, o seu planeta. Tem algum mar?
- Não faço ideia - disse o geógrafo.
- Ah! - o principezinho ficou muito desiludido. E montanhas?
- Não faço ideia - respondeu o geógrafo.
- E cidades e rios e desertos?
- Também não faço ideia - respondeu o geógrafo.
- Mas o senhor é geógrafo!
- Pois sou, mas não sou explorador - disse o geógrafo. Tenho uma falta terrível de exploradores. Porque não é o geógrafo que há-de ir à procura de cidades, de rios, de montanhas, de mares, de oceanos e de desertos. O geógrafo é importante demais para andar a vadiar. O geógrafo nunca sai do gabinate. É no gabinate que recebe os exploradores. Faz-lhes perguntas e toma nota das respostas. E se aquilo que um lhe conta parece interessante, manda instaurar um inquérito à moralidade dele.
- Porquê?
- Porque um explorador mentiroso desencadeava autênticas catástrofes nos livros de geografia. E um explorador bêbado também.
- Mas porquê? - perguntou o principezinho.
- Porque os bêbados vêem a dobrar e o geógrafo podia assinalar a existência de duas montanhas, quando, na realidade, só havia uma.
- Conheço uma pessoa que dava um péssimo explorador - disse então o principezinho.
- É possível. Mas continuando: quando os costumes do explorador parecem bons, então instaura-se um inquérito à descoberta dele.
- Vão ao sítio verificar?
- Não, era complicado de mais. Exige-se é ao explorador que apresente provas. Por exemplo, se ele tiver descoberto uma montanha enorme, exige-se-lhe que traga de lá uns calhaus enormes.
De repente o geógrafo ficou todo emocionado.
- Mas tu, tu vieste de muito longe! És um explorador! Anda, descreve-me o teu planeta!
E o geógrafo, depois de abrir o livro de registos, pôs-se a afiar o lápis. As descobertas dos exploradores são primeiro anotadas a lápis. Só são passadas a tinta depois de o explorador apresentar provas.
- Então, quando é que começas? - perguntou o geógrafo.
- Oh! Lá, onde eu vivo, não há grande coisa. É um sítio muito pequenino. Tenho três vulcões. Dois vulcões em actividade e um vulcão extinto. Mas nunca se sabe...
- Pois não, nunca se sabe... - disse o geógrafo.
- E tenho uma flor.
- As flores, não as assinalamos - disse o geógrafo.
- Porquê? É o mais bonito de tudo!
- Porque as flores são efémeras.
- E "efémero" quer dizer o quê?
- As geografias - disse o geógrafo - são os livros mais preciosos que há. Nunca passam de moda. É raríssimo que uma montanha mude de lugar. É raríssimo que um oceano se esvazie. Nós só escrevemos coisas eternas.
- Mas os vulcões extintos podem despertar - interrompeu o principezinho. E"efémero" quer dizer o quê?
- Para nós os vulcões estarem extintos ou em actividade é exactamente a mesma coisa. Para nós o que conta é a montanha. Essa não muda.
- Mas "efémero" quer dizer o quê? - repetiu o principezinho que, sempre que fizera uma pergunta, nunca em dias da sua vida desistira dela.
- Quer dizer que "está ameaçado de desaparição a curto prazo".
- Então a minha flor está "ameaçada de desaparição a curto prazo"?
- Evidentemente!
"A minha flor é efémera", pensou o principezinho, "e só tem quatro espinhos para se defender do mundo inteiro! E eu deixei-a lá sozinha!"
Pela primeira vez arrependeu-se de ter partido. Mas logo recobrou ânimo:
- E agora o que me aconselha a visitar?
- O planeta Terra - respondeu o geógrafo. É um planeta com boa reputação...
E o principezinho foi-se embora, sempre a pensar na flor."

Antoine de Saint-Exupéry, "O Principezinho", Editorial Presença



Como é cativante este “Principezinho”. Uma história de fantasia onde a ingenuidade e a maturidade se confundem e se fala de amizade, amor… e de Geografia.

O “Principezinho” no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=KAkNkSTtGWM