27 dezembro 2009

CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

No 9º ano iniciamos o tema “Contrastes de Desenvovimento”:


Com frequência o desenvolvimento dos países é avaliado em termos de estudos económicos – por exemplo, o rendimento de uma pessoa, em média, por ano, ou o rendimento do país – mas, tais medidas não consideram a qualidade de vida. Os factores sociais, como estruturas de cuidados de saúde, educação e realização pessoal, não têm sido totalmente levados em consideração.

Para avaliar o nível e os progressos do desenvolvimento humano, a Organização das Nações Unidas, todos os anos, calcula o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 173 países. A partir do valor do IDH, que varia entre 0 e 1, e que se obtém considerando, em cada país, o nível médio de instrução, a esperança média de vida e o nível de vida, é possível: agrupar, em três níveis de desenvolvimento, elevado (IDH superior a 0,800), médio (IDH entre 0,800 e 0,500) e baixo (IDH inferior a 0,500), os vários países.

Embora o IDH traduza o valor médio do estado de desenvolvimento de um país, não reflecte as diferenças entre os valores mais reduzidos e os mais elevados, pelo que, no mesmo país, sendo ele desenvolvido ou em desenvolvimento, ocorrem situações de pobreza humana, ou mesmo miséria, e outras de opulência.

De acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), para 2007/2008 os países com maior IDH, portanto, os mais desenvolvidos são: Islândia, Noruega, Austrália, Canadá, Irlanda, Suécia, Suíça, Japão, Holanda, França;

e os menos desenvolvidos são: Serra Leoa, Burkina-Faso, Guiné-Bissau, Níger, Mali, Moçambique, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, República democrática do Congo, Burundi.

Os alunos visualizaram alguns capítulos do filme “O Fiel Jardineiro”. No filme foram confrontados com situações que demonstram falta de desenvolvimento e de exploração por parte dos países mais desenvolvidos (aos países mais pobres). Aqui fica um resumo:



O filme tem uma história simples e aborda um tema polémico: o mundo das indústrias farmacêuticas e toda a corrupção que envolve este meio. Quénia é o palco principal da acção.

Fala do amor entre duas pessoas, amor pelo próximo, amor pela raça humana, amor por aqueles que nada têm e que são enganados a troco de um pedaço de comida, a troco de medicamentos, mesmo não estando estes muitas vezes em condições, a troco de uma vida que devia ser deles por direito. É um relato cruel de uma realidade assustadora, de empresas farmacêuticas que testam os seus medicamentos em pessoas que não se podem defender e que muitas vezes morrem, sem saber porquê, acabando enterradas num “buraco qualquer”. Justin Quayle é um discreto diplomata britânico a quem é dada uma nova missão no Quénia. Entretanto, conhece Tessa, uma activista dos direitos humanos fortemente empenhada nas questões da pobreza e da justiça social. Os dois apaixonam-se e acabam por casar. Depois de instalados em Nairobi, Justin aconselha a mulher a não se envolver muito profundamente com os quenianos, mas Tessa não obedece às instruções do marido. Pelo contrário, envolve-se de maneira cada vez mais forte nos ideais da sua luta. Um dia, Tessa desaparece e acaba por ser encontrada morta. A polícia acredita que ela foi assassinada por um médico (Dr. Arnold Bluhm) com quem se costumava encontrar, o que remete para a possibilidade de infidelidade, já que os motivos avançados são os passionais. Apesar destas evidências, Justin acha que existe uma trama bem mais complexa por trás da morte da mulher e inicia uma exaustiva investigação que acaba por penetrar em meandros perigosos. Ao mesmo tempo que reconstitui os passos de Tessa, Justin fica a saber que ela andava a investigar as práticas desumanas de uma empresa farmacêutica (“ThreeBees”). Esta, com a cumplicidade das autoridades britânicas, usava quenianos como cobaias para testar um novo medicamento contra a tuberculose (“Dypraxa”). Pelo caminho, Justin vai conhecendo a dolorosa realidade oculta daquele país.




19 dezembro 2009

OS TRANSPORTES

“Mudam-se os tempos... de viagem.
Em meados do século XIX, na primeira estrada pavimentada que ligava Lisboa ao Porto, a mala-posta (carruagem que levava o correio e passageiros) demorava quatro dias a percorrer a distância entre as duas cidades! Contudo, bem melhor que no século XVII, quando uma carta do rei levava 13 dias a chegar a Miranda do Douro... Hoje, em pouco mais de cinco horas e de automóvel, faz-se o mesmo percurso. A ligação Lisboa­Porto, por seu turno, é facilmente realizada em três horas, tanto de automóvel como de comboio.”
José Silva Lobo, “Coordenadas 8 – Volume 2” (manual de Geografia)


Modo de transporte: maneira como é possível proceder a deslocações: terrestre, aquático e aéreo.

Meio de transporte
: veículo usado nas deslocações, como, por exemplo, o comboio, o automóvel, oleoduto, o avião ou o navio.


Os alunos do 9ºano realizaram trabalhos de grupo sobre os meios de transporte (vantagens/desvantagens, características em Portugal, nos países desenvolvidos/em desenvolvimento, curiosidades). As apresentações foram criativas... aqui ficam alguns exemplos:

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Parabéns a todos os alunos pelo empenho!

17 dezembro 2009

MUITAS SAUDADES…

… dos meus alunos... que continuam a presentear-me com lindíssimas mensagens.

Sandra:
“Olá Professora! Espero que esteja tudo bem consigo. Na terça foi a festa dos meninos, nós fizemos uma dança com eles, só faltava lá você... Se quiser nós temos fotos para lhe enviar! O voluntariado sem si nunca mais foi a mesma coisa era óptimo trabalhar com eles, e de repente ficamos sem grande tempo! Eles amanhã vão à nossa festa e também vamos dançar! Beijo e Feliz Natal”

Beto:
“OLÁ STÔRA CARLA TUDO BEM??? AQUI SENTE-SE MUITA FALTA DA NOSSA "QUERIDA PROFESSORA" - UM ABRAÇO DA TURMA DO 8ºA. UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO”

Cristina:
“Oh setôra então você deixou-nos faz-nos tanta falta por cá... volte para cá para o ano. bj”

Paulinha:
“Olá senhora professora estou a falar para dizer que tive 73% no teste de geografia, espero que esteja bem. bjo”


...muitas, muitas, muitas saudades!

13 dezembro 2009

PARABÉNS PATRÍCIA E ANDRÉ

A Patrícia e o André (da minha “linda” direcção de turma) participaram no Concurso “Marcadores de Livros” dinamizado pela Biblioteca Escolar. A Patrícia, que ficou em 1º lugar (8º anos), recebeu um livro e um certificado de participação; o André pela participação recebeu um certificado.


O registo do momento não foi fácil…

Depois de várias tentativas, a fotografia certa: A celebrar com outros alunos da turma:

12 dezembro 2009

OS PROJECTOS DA INÊS DE CASTRO



OS PROJECTOS DA INÊS DE CASTRO um blogue que apresenta projectos e actividades desenvolvidas na Escola.



10 dezembro 2009

DESAFIO NATALÍCIO!




Este desafio foi-me oferecido pela Isabel do Blogue "Histórias con(m) Vida!".

1. Eu já...
acreditei no Pai Natal… na fantasia!

2. Eu nunca...
deixarei de ser, de estar, de querer, de lutar, de criar, de acarinhar, … de viver!

3. Eu sei...
que o Natal é só um dia, mas podíamos (tentar) prolongá-lo pelos restantes dias do ano e amar mais e partilhar mais!

4. Eu quero...
continuar com saúde (o possível), ter muitos natais e… ser feliz!

5. Eu sonho...
com uma sociedade mais tolerante, mais solidária, mais humana e que pense no bem comum e não só no de alguns!


Um desafio para todos os visitantes deste Blogue!

06 dezembro 2009

CIMEIRA DE COPENHAGA

Entre os dias 7 e 18 de Dezembro realiza-se a Cimeira de Copenhaga.
Da Cimeira de Copenhaga para as Alterações Climáticas, deverá sair um acordo global (sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa) que substituirá o Protocolo de Quioto, cuja primeira fase expira em 2013.

Um tema polémico "as alterações climáticas são a questão dominante da geopolítica e economia mundiais do século XXI, uma questão que afecta a equação mundial do desenvolvimento, da paz e da prosperidade" (Secretário-Geral da ONU).
A pressão para limitar as emissões dos gases com efeito de estufa é grande. Os Estados Unidos da América estão no centro das atenções e são alvo de críticas pela lentidão em atingir as metas estipuladas.


Saber mais sobre esta Cimeira e o ambiente em "Esmiuçar Copenhaga"
(blogue criado pela Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito de um concurso que desafia os participantes a apresentar num video-clip uma reflexão crítica sobre a Conferência de Copenhaga).



CARTOONS:












DINAMARCA:



Designação Oficial: Reino da Dinamarca

Capital: Copenhaga

Língua oficial: dinamarquês

Área: 43 094 km2

População: 5 240 milhões de habitantes

Densidade Populacional: 125 hab/km2

Moeda: coroa dinamarquesa

Imagens: pesquisa do Google


03 dezembro 2009

FOTOGRAFIAS DE PORTUGAL

Uma página na net onde podem ser vistas fotografias magníficas de localidades do nosso país.

É só clicar.

Coimbra (roubada do site)

27 novembro 2009

INDICADORES DEMOGRÁFICOS

Nos 8ºanos tem-se vindo a falar dos vários indicadores demográficos, para compreender melhor a evolução da população:

Natalidade: número de indivíduos que nascem numa população durante um determinado período de tempo, geralmente um ano

Fecundidade: número médio de filhos por mulher em idade fértil (15 aos 49 anos).

Mortalidade: é o número de indivíduos de uma população que morre durante um dado período de tempo.

Mortalidade infantil: número de óbitos ocorridos em crianças com menos de um ano de idade, durante um dado período de tempo

Esperança média de vida: é o número médio de anos que, à nascença, uma pessoa tem probabilidade de viver.


Os alunos observaram imagens/diálogos que os levaram a chegar aos factores explicativos do comportamento da população nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. Aqui ficam dois exemplos:



Países desenvolvidos

Taxas de Natalidade e Fecundidade baixas:
• Integração da mulher na vida activa; menor disponibilidade para a maternidade
• Elevados custos com a educação das crianças
• Aceitação e uso generalizado de meios contraceptivos
• Casamento e procriação a uma idade cada vez mais avançada
• Baixo número médio de filhos por mulher


Mais dois exemplos:



Taxas de Mortalidade baixa e elevada Esperança de Vida:
• Sistema de saúde eficaz e abrangente
• Valorização da vida humana e leis de protecção laboral
• Condições de higiene e alimentação de qualidade

• Crescimento Natural reduzido, mesmo negativo em alguns países
• Índice de Fecundidade inferior a 2,1, pondo em risco a renovação de gerações




Países em desenvolvimento

Taxas de Natalidade e Fecundidade elevadas:
• Grande parte das mulheres é doméstica; maior disponibilidade para a maternidade
• Elevado número de nascimentos como forma de compensar a elevada mortalidade, tanto infantil como juvenil
• Os filhos são uma fonte de rendimento para as famílias (trabalho infantil)
• Uso reduzido de métodos contraceptivos, devido a falta de informação ou preconceito cultural


Taxas de Mortalidade elevadas e pequena Esperança de Vida:
• Carências na assistência médica à generalidade da população
• Deficientes condições de higiene
• Carências alimentares

• Crescimento Natural elevado, embora se registe um abrandamento global
• Índice de Fecundidade bastante acima do valor necessário para a renovação de gerações



Outras informações:

• Planeamento familiar, principais objectivos: promover comportamentos saudáveis face à sexualidade; informar e aconselhar sobre a saúde sexual e reprodutiva; reduzir a incidência das infecções de transmissão sexual e as suas consequências, nomeadamente a infertilidade; reduzir a mortalidade materna, perinatal e infantil; permitir que o casal decida quantos filhos quer, se os quer e quando os quer, ou seja, planear a sua família; preparar e promover uma maternidade e paternidade responsável; melhorar a saúde e o bem-estar da família.
O direito ao planeamento familiar está garantido pela Constituição da República Portuguesa, pela Lei nº 3/84 e foi reforçado pela Lei nº 120/99.
O serviço de planeamento familiar é assegurado pelos Centros de Saúde, Gabinetes de Apoio a Jovens, Delegações Regionais de Saúde.

• As mulheres no Níger lideram mundialmente a taxa de fecundidade, com uma média de oito filhos. Nos países da Ásia Central e do Sul a taxa de fecundidade atinge os 3,2. O aumento populacional em África e parte da Ásia contribui para o crescimento populacional a nível global. Na Europa, a taxa de fecundidade decaiu de tal forma, que se prevê que este continente venha a ser a região do planeta com menos população quando se atingir ao ano 2050.


• Em quase todos os lugares do Mundo, a esperança média de vida das mulheres é superior à dos homens, por razões genéticas, socioculturais e comportamentais: as mulheres consomem menos álcool e tabaco regularmente, têm menos acidentes de trabalho e de viação, têm menos ocorrências de doenças cardiovasculares...

18 novembro 2009

PELA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

“Para que se escute o clamor de milhões de pessoas no mundo que querem a paz, o fim das guerras e de todas as formas de violência.” “Convocamos pessoas, organizações, instituições, colectivos, grupos, partidos políticos e empresas, para que adiram e apoiem esta grande Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.” www.marchamundial.org
No dia 10 de Novembro a Inês de Castro participou na “Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência”.

Durante a semana estiveram disponíveis na Biblioteca várias obras que abordavam o tema violência e respeito pelos direitos humanos:



Os alunos elaboraram mensagens e desenhos alusivos à Paz:




No dia 10, num acto simbólico, foram lançados balões brancos com bonitas mensagens:
A minha direcção de turma, também, deixou importantes apelos à Não-Violência: Pela Paz e pela Não-Violência devemos fazer algo para a nossa espécie podermos salvar Cristiana

Diz não à violência A Paz vai triunfar Com amor e alegria Contra ela vamos ganhar Daniel Fonseca À Paz e ao amor A tudo o que há de bem Espalha a paz por todos E serás feliz também. A violência… Há muito que falar Mas não queiras saber Podes-te magoar. Pensem na Paz Como a melhor A violência reduzida Muita Paz e muito amor. David A Paz é como o amor E deve ser distribuída Quanto mais melhor. Diogo



14 novembro 2009

A MINHA ALUNA...


… a Patrícia do 8ºA (direcção de turma) está de parabéns, pois ficou em primeiro lugar (dos alunos do 8º ano) no Concurso “Marcadores de Livros”… a frase obrigatória “A ler e a estudar na Biblioteca Escolar, o Mundo vamos mudar”… um criativo trabalho:





11 novembro 2009

DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

Em 2006, o nosso planeta contabilizava mais de 6 600 mil milhões de habitantes. A Ásia é o continente com mais população absoluta (3 921 milhões de habitantes). Cerca de 80% da população mundial vive no hemisfério norte.

Portugal apresenta uma população absoluta de 10 569 592 habitantes (estimativa de 2005). Para estudar os comportamentos da população recorre-se à demografia. Os demógrafos contabilizam a população total, o número de nascimentos e óbitos, e procuram causas que permitam identificar os factores que influenciam na variação e distribuição da população.

A forma mais directa de conhecer o número de pessoas de um determinado país ou região é através de contagens, a que se dá o nome de Recenseamentos ou Censos.

Só em 1853, no Congresso Internacional de Bruxelas, na Bélgica, se procedeu à normalização internacional dos recenseamentos e se estipulou a sua realização de 10 em 10 anos, para permitir uma melhor comparação de informação estatística entre os países e regiões. O Instituto Nacional de Estatística (INE) é o organismo português responsável pela realização dos Censos. Em Portugal o primeiro recenseamento realizou-se em 1864 e o último em 2001.

Os alunos do 8º ano aprenderam, também, que para termos uma ideia mais correcta da forma como se distribui a população pela Terra, é necessário relacionar a população com o território que ela ocupa, ou seja,­ a densidade populacional. A densidade populacional calcula-se dividindo o total população pela área que ocupa. O resultado desta divisão é expresso em habitantes por unidade de superfície, geralmente km2 (hab./km2).

08 novembro 2009

TURISMO

“Viajar é correr o Mundo…
Conhecer e descobrir
Inventar e duvidar
Sabendo cada vez mais
Sem nunca pensar que basta
O Mundo que se conhece.”
Alves Redol, “Viajar”


O turismo é um sector muito importante do terciário, correspondendo, segundo a Organização Mundial de Turismo, à deslocação para fora do local de residência por razões não económicas (exercer actividade remunerada), mas de lazer, negócios, religiosa, …, por um período superior a 24 horas e inferior a 1 ano consecutivo.


Tipos de turismo:
O turismo apresenta muitas subdivisões:

Turismo balnear: o turismo de massas por excelência, pois é grande a apetência pelo usufruto da praia e do mar. Muitos países em desenvolvimento, como Cuba, México, Indonésia, Tailândia beneficiam desta preferência mundial.

Turismo em Espaço Rural: uma tendência nova que vem potenciar o espaço rural, submetido a um despovoamento constante. As diferentes variedades de turismo em espaço rural (turismo rural, turismo de habitação, por exemplo) permitem às populações rurais obterem rendimentos extra, contribuindo para a fixação das populações e preservação do património histórico-cultural. Proporciona uma vivência no meio rural, quer em antigos solares e palácios quer em casas tradicionais, muitas vezes com participação em trabalhos agrícolas.

Ecoturismo: turismo que procura explorar a Natureza, frequentemente no seu estado mais selvagem, e que pode ter uma componente de aventura. Procura-se um compromisso entre o turismo e a preservação do ambiente, promove o contacto directo com a natureza, nos parques e reservas naturais e noutras áreas pouco humanizadas, actividade que inclui passeios pedestres em parques naturais e áreas protegidas, a observação de paisagem e de animais,...

Turismo histórico-cultural: relacionado com actividades culturais, gastronómicas, etnográficas, históricas e com o património histórico-cultural, muito característico das cidades que possuem património arquitectónico e museus importantes, onde se desenrolam eventos culturais (festivais de cinema, teatro ou ópera).

Turismo de montanha: associado à neve e aos desportos de Inverno, explora os recursos paisagísticos e ambientais dos espaços montanhosos, muito procurada no período de inverno para a prática de desportos de neve.

Turismo religioso: dinamizado pelos lugares mais importantes de culto e peregrinação, peregrinação a lugares santos.

Turismo termal: associado ao aproveitamento de nascentes de águas termais consideradas benéficas para a saúde e o bem-estar.

Turismo sénior: oferece instalações, apoio especializado, percursos e actividades adequadas às pessoas idosas.

Turismo de aventura: ligado a desportos activos como o surf, vela, mergulho e radicais como o rafting, parapente, montanhismo.

Turismo de negócios: está relacionado com viagens breves para reuniões científicas, feiras e exposições.

Turismo cinegético: actividade turística associada à prática da caça em áreas protegidas.



Os alunos do 9º ano tiveram oportunidade de conhecer melhor alguns dos tipos de turismo visualizando panfletos turísticos:


31 outubro 2009

NUMA AULA...

… de Formação Cívica falou-se de Gripe A… e “sem abraço, sem beijinho e sem aperto de mão” aprenderam que cuidados a ter na prevenção do H1N1…

O vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=k9kf5n3Wmh4



12 outubro 2009

INDÚSTRIA

Fábrica Fiat, 1976 (fonte aqui e mais fotografias)

Nos 9ºanos falou-se de indústria (tema do 8º ano): actividade do sector secundário cujo objectivo é produzir bens a partir de recursos naturais ou de produtos semielaborados.

Quanto ao destino do produto final podemos ter:
- Indústrias de bens de consumo: fornecem produtos de consumo directo.
- Indústrias de bens de equipamento: fornecem produtos ou equipamentos que vão permitir o funcionamento de outras indústrias (fornecendo-lhes máquinas ou matérias-primas necessárias à obtenção do seu produto final).
A esta classificação tradicional junta-se:
- Indústrias de ponta: estão ligadas à investigação científica, utilizando tecnologia muito avançada e pessoal de formação altamente qualificada.

Uma pequena dinâmica - descobrir o nome das industrias (sílabas trocadas) e classificá-las:
Tuvesário (vestuário) – bem de consumo
Rurdegiasi (siderurgia) – bem de equipamento
Truconsção valna (construção naval) – bem de equipamento
Mótovelau (automóvel) - bem consumo/bem de equipamento
Tiforincamá (informática) - bem de consumo/bem de equipamento
Serconvas (conservas) – bem de consumo


Escolher uma localização acertada para uma indústria é fundamental, pois permite reduzir os custos e aumentar os lucros. Os factores necessários a ter em atenção para decidir a melhor localização são os factores de localização, que podem ser muito diversos consoante as indústrias:
Matéria-prima
• Energia
• Mão-de-obra
• Transportes e vias de comunicação
• Mercado consumidor
• Espaço e preço do solo
• Legislação labora e ambiental (decisão política)



Visitas que podem ser dinamizadas para conhecer melhor a actividade industrial em Portugal: Museu do Vidro (Marinha Grande);
Museu dos Lanifícios (Covilhã);
Museu da Indústria Têxtil (Vila Nova de Famalicão).

10 outubro 2009

MAPA HIPSOMÉTRICO DE PORTUGAL

O mapa hipsométrico representa o relevo por curvas de nível, reduzidas ao nível médio das águas do mar. Os espaços entre as curvas de nível são coloridos segundo uma legenda convencional que geralmente apresenta a cor verde para as baixas altitudes e a cor castanha para as maiores altitudes. (clicar no mapa para ampliar)

("Faces da Terra 7", Areal Editores)

Contrastes Norte-Sul:
Existe um grande contraste entre o norte e o sul de Portugal.
Embora geralmente se considere que o rio Tejo separa estas duas secções, a verdadeira divisão é feita pela Cordilheira Central, constituída pelas serras da Estrela, Açor, Lousã, Gardunha e Alvelos.
As serras dispõem-se em alinhamentos orientados de nordeste para sudoeste, ou de nor-nordeste para su-sudoeste. As altitudes superiores a 1000 metros são frequentes, embora a altitude média seja apenas 370 metros.
A sul da Cordilheira Central deixa de existir o relevo movimentado que caracteriza o norte. Apenas o cume da serra de S. Mamede ultrapassa 1000 metros (1025 metros). A altitude média é, nesta secção, 160 metros.


Contraste Oeste-Este:
Desde o litoral até à fronteira leste com Espanha, deparam-se-nos igualmente importantes contrastes topográficos.
A norte do rio Douro, a parte litoral encontra-se separada da interior por um alinhamento montanhoso – Barreira de Condensação – constituído fundamentalmente pelas serras do Gerês, Larouco, Alvão, Marão e Montemuro. Do lado do mar predominam planícies, onde os rios circulam em vales largos e pouco fundos; a altitude aumenta gradualmente.
Do outro lado das montanhas (Trás-os-Montes) predominam planaltos enquadrados por montanhas e cortados por vales estreitos e profundos.
A sul do rio Douro, estas características mantêm-se, distinguindo-se uma região de relevo mais movimentado, onde se situa a Serra da Estrela.
A sul da Cordilheira Central, os contrastes entre o litoral e o interior atenuam-se muito.

E os mapas hipsométricos dos alunos:

Tiago (8ºB)



Patrícia (8ºA)



Ana Mendes (8ºC)

07 outubro 2009

“MÁGOAS DA ESCOLA”

Daniel Pennac, "Mágoas da Escola": "Em Mágoas da Escola, Daniel Pennac aborda os problemas da escola e da educação desde um ponto de vista insólito – o ponto de vista do mau aluno. Pennac, que foi ele próprio um péssimo estudante, analisa a figura do cábula outorgando-lhe a nobreza que merece e restituindo-lhe a carga de angústia e dor que inevitavelmente o acompanha. Misturando recordações autobiográficas e reflexões acerca da pedagogia e das disfunções da instituição escolar, sobre a dor de ser um mau estudante e a sede de aprendizagem, sobre o sentimento de exclusão e o amor ao ensino, Daniel Pennac oferece-nos, com humor e ternura, uma brilhante e saborosa lição de inteligência.
Mágoas da Escola é um livro único e irrepetível, que todos os pais e todos os professores não podem deixar de ler – e dar a ler."


Relatos da vida infantil e escolar do autor, relatos de aulas dadas e de alunos considerados problemáticos, sem perspectivas de futuro e como descreve:
“Os nossos maus alunos (alunos considerados sem futuro) nunca vão sozinhos para a escola. O que entra na sala de aula é uma cebola: algumas camadas de tristeza, de medo, de inquietação, de rancor, de raiva, de desejos insatisfeitos, de renúncias furiosas, acumuladas sobre um fundo de passado humilhante, de presente ameaçador, de futuro condenado. Reparem, vejam-nos chegar, o corpo em transformação e a família dentro da mochila. A aula só poderá começar realmente depois de pousarem o fardo no chão e descascarem a cebola. É difícil de explicar, mas às vezes basta um olhar, uma palavra amiga, um comentário de adulto confiante, claro e estável, para dissolver estas mágoas, aliviar os espíritos, instalá-los num presente rigorosamente indicativo.”
Uma verdade…



02 outubro 2009

AS MONTANHAS

Nos 8ºanos estamos a recuperar alguns temas que ficaram em atraso, assim, tem-se falado de relevo (tema já desenvolvido aqui e aqui):

Das principais formas de relevo destacam-se as montanhas e fala-se de cadeias montanhosas, também designadas por cordilheiras, ou seja, conjuntos contínuos de montanhas, que se encontram ligadas entre si e apenas os seus cumes são separados. Situadas na sua grande maioria nos limites dos continentes, consequência do contacto por convergência entre as várias placas litosféricas. Podemos considerar dois tipos principais de cadeias montanhosas:
- Cadeias montanhosas recentes, situando-se nas proximidades da zona de contacto das placas tectónicas (cada uma das sete placas principais em que está dividida a litosfera) actuais, pelo que apresentam formas vigorosas, com vertentes abruptas e topos alongados.
- Cadeias montanhosas antigas, que se situam nas antigas fronteiras das placas, pelo que apresentam formas erodidas, devido à cessação dos movimentos orogénicos e à acção dos agentes erosivos.

Também se aprendeu que o mapa hipsométrico representa o relevo por curvas de nível, reduzidas ao nível médio das águas do mar. Os espaços entre as curvas de nível são coloridos segundo uma legenda convencional que geralmente apresenta a cor verde para as baixas altitudes e a cor castanha para as maiores altitudes.

Desafio para casa: construir (colorir) o mapa hipsométrico de Portugal. Aguardemos os resultados e a respectiva interpretação.


Sugestões de filmes sobre as altas montanhas:
“Evereste – 50 anos de conquista” (um excelente documentário, da National Geographic, sobre os primeiros homens que escalaram o Evereste, percurso repetido, anos depois, pelos filhos) e "Limite Vertical".



27 setembro 2009

MAPA MENTAL DE PORTUGAL

No início de ano lectivo é preciso fazer revisões... os meus alunos tiverem que realizar um mapa mental de Portugal e assinalar alguns elementos geográficos: rios, serras e a cidade de Coimbra… houve algumas reclamações: “já não me lembro, setôra…”, “sem ver o mapa é muito difícil…” mas depois entusiasmaram-se e os resultados não foram assim tão maus (algumas imprecisões e dificuldades no percurso de alguns rios… mas estão todos de PARABÉNS).

Aqui ficam alguns exemplos:


19 setembro 2009

O 12ºB

Os alunos do 12ºB apresentaram uma peça de teatro aos utentes do C.A.O.. A representação contava a história do avô e do neto que durante uma viagem com o seu burro, eram observados e comentados por várias personagens. Os alunos divertiram-se muito a realizar a peça de teatro e a assistência soltava, frequentemente, largas gargalhadas.


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18 setembro 2009

O 11ºB (II)

Mais um conjunto de vídeos que mostram temas abordados na aula…



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04 setembro 2009

UMA NOVA ESCOLA…

…o Agrupamento de Escolas Inês de Castro, em Coimbra.






Para conhecer melhor: http://www.eps-ines-castro.rcts.pt

29 agosto 2009

“NA BERMA DE NENHUMA ESTRADA”

Mia Couto, “Na Berma de Nenhuma Estrada”:
"Mia Couto seleccionou, de entre publicação dispersa por jornais e revistas ao longo de anos bem recentes, estes trinta e oito contos. Cada novo encontro com a sua escrita significa uma viagem a que não apetece pôr termo. A intensidade das personagens, a multiplicidade de registos, a coexistência do fantástico e do sobrenatural com a tradição, a cultura e a vivência do dia-a-dia, a capacidade de efabulação e a oralidade que transforma a palavra escrita em puro som, são portos a que acostamos e que nunca desvendamos por completo. Façamos escala em «Fosforescências», «O último ponto cardeal», «O fazedor de luzes», «Os amores de Alminha», «Os gatos voadores»; tomemos o rumo de «As cartas», «O escrevido», «Ave e nave»; voguemos ao sabor de «A multiplicação dos filhos», «As lágrimas de Diamantina», «O amante do comandante»; deixemos que as ondas nos levem até «Rosita»; e mergulhemos profundamente nas águas, agitadas às vezes, tranquilas outras, do imaginário inesgotável de Mia Couto."


Pequenos contos, pequenas histórias que parecem “cantadas” pelo autor. Histórias que falam de uma terra, de uma cultura, falam de sentimentos, de expectativas, de vidas com finais surpreendentes… uma leitura cativante e uma imaginação “deliciosa”.

Mia Couto (António Emílio Leite Couto) nasceu na Beira, em Moçambique. Uma breve análise geográfica do país:



Fronteiras: Zâmbia, Malawi, Tanzânia, África do Sul, Suazilândia, Zimbabwe e Oceano Índico

Capital: Maputo

Língua Oficial: português

Área: 801 590 km²

População: 20 069 738 habitantes (estimativa 2007)

Densidade populacional: 24 hab/km²

É uma antiga colónia portuguesa que teve a sua independência a 25 de Junho de 1975.

(Mapas: pesquisa do Google)

07 agosto 2009

“QUANTAS MADRUGADAS TEM A NOITE”

"Quantas Madrugadas tem a Noite", Ondjaki: “Não tenho dinheiro, num vale a pena te baldar. Mas, epá, vamos só desequilibrar umas birras; sentas aí, nas calmas, eu te pago em estória, isso mesmo, uma pura estória daquelas com peso de antigamente, nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo. A vida não é um carnaval? Vou te mostrar alguns dançarinos, damos e damas, diabo e Deus, a maka da existência. Transformo só o material pra lhe dar forma, utilidade. O artista molha as mãos pra trabalhar o destino do barro? Eu molho o coração no álcool pra fazer castelo das areias em cima das estórias… Uma noite, quantas madrugadas tem?”

Avilo (amigo) uma história (ou várias histórias) relatada de uma forma muito divertida (muito ao estilo da linguagem angolana). Histórias de pessoas contadas com muito humor e imaginação. Tudo gira à volta de um morto (?), o AdolfoDido, que acaba por ser preso pela kabomba (polícia) e é disputado por duas viúvas ditas legítimas e no meio disto fala-se, ainda, da criação de um sindicato muito especial, o SNP (descobrir o significado no livro)… O relato desta história apresenta, ainda, outras personagens peculiares e reflexões sobre os tugas (portugueses), o racismo e mesmo Jesus Cristo…

“Uma noite quantas madrugadas tem? Andas a contar? Eu não. Lhes apanho só, conforme lhes vejo e sinto. Atrevo: uma só noite tem bué de madrugadas; cada uma dessas madrugadas tem bué de brilhos. Confesso-me aqui, nos lábios da sinceridade: gosto muito disso – acreditar no impossível das palavras, lhes maltratar no português delas, ser livre na boca das estórias e me deixar tar aqui, sentado dentro de mim, abismático. E Sonhar! Sonhar até chegar nesse quintal onde dentro de mim nascem barulhos e não só: nascem brilhos. Vejo búzios que riem à toa e aprendo: posso descansar as vozes como se fossem conchas de pousar na areia depois de lhes apanhar numa noite de lua brilhante. Depois do barulho das vozes os búzios se calam e eu, no respeito, me calo também.” Conhecer melhor o escritor angolano: www.kazukuta.com/ondjaki




Saber um pouco de Angola:


Capital: Luanda Fronteira: é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico (Angola inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira a norte com a República do Congo). Área: 1 246 700 km2 População: 16 900 000 hab (estimativa 2007) Densidade: 15,6 hab/km2 Clima: é caracterizado por duas estações, a das Chuvas, de Outubro a Abril e a do Cacimbo, de Maio a Agosto, mais seca e com temperaturas mais baixas. Língua: a língua oficial é o português. A segunda língua mais falada é o umbundo seguida do quimbundo ou kimbundu. Curiosidades: - O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão.


- Foi uma colónia portuguesa até 1975, ano em que obteve a independência.



(Mapas: Pesquisa do Google)